sábado, 11 de outubro de 2014

Sexta-feira anoite


Um coração aflito e desesperado de quem se perde a cada dia dentro de seus próprios pensamentos. Fácil encarar os desafios com vontade e valentia quando se está bem consigo. Coração valente.

Vivo me perdendo em sonhos tão reais, me enveredando em madrugadas tão vazias quanto esta, a procura de um motivo pra sorrir. Meu amor está longe, tão distante fisicamente que me aperta o coração não poder tocá-la.
Preciso de uma vida nova, preciso acreditar em algo, ter fé. Poder crer que posso levantar todos os dias por mim, só por mim. Sou inimigo desse silêncio, tenho medo de me aventurar em meus pensamentos e não voltar, deixar a insanidade me dominar. Mas em um mundo tão turbulento e injusto, toda cautela é pouca. Não me perder, é isso que eu preciso ter em mente. Não me entregar de mãos beijadas ao acaso.
O brilho das estrelas nesse imenso e negro céu me mostram que é possível ser forte. Me revelam que nem a mais densa camada de tristeza e saudade podem ofuscar o brilho de uma alma que deseja mais do que tudo voltar a sorrir. Eu posso tudo que eu quiser, querer é poder na medida do meu esforço. O meu tempo ainda vai se adequar aos planos do grande arquiteto do universo e junto dele as coisas irão se concretizar.
Volta logo pra perto de mim, me ajuda, me ame. Se posso sorrir em flash por entre sólidos momentos de tristeza é porque tenho um amor único, que não desiste de mim. Poderia perder tudo, mas sem amor...



Pedro Bragança

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