quinta-feira, 4 de setembro de 2014

D.R


Fui até a casa dela, matar a saudade, contar sobre meus dias escuros e frios sem a presença dela, meus dias chuvosos e monótonos sem o amor, enfim, fui amá-la como ninguém jamais amou.
Voltei de madrugada, mas voltei sorrindo, efeitos colaterais de um dia inteiro ao lado dela. Meu amor tem um jeito tão inocente de ser, somos cúmplices um do outro, nos completamos. Nosso amor é singelo, mas ainda sim consegue se agigantar diante dos obstáculos, diante dos problemas e desentendimentos que acontecem sempre. Não se pode evitar aquelas discussões, isso eu falo com bastante propriedade, pois em cada discussão eu tenho vontade de sair correndo, de deixá-la falando sozinha já que quando um não quer dois não brigam, mas brigam sim, ainda mais quando os dois não querem, aí que brigam mesmo. Ontem nós brigamos, aquela velha discussãozinha de sempre, pra mim não passa de uma disputa pra ver quem ama mais, e com eu amo ela muito mais sempre dá uma briga feia.
Cada encontro com ela é um aprendizado novo sobre o amor e sobre o amar. Dessa vez eu cheguei à conclusão de que os casais devem discutir sim, mas discutir com amor, fazer de cada briguinha um degrau de aprendizado, discutir, mas respeitar, se colocar no lugar do outro é muito difícil, mas dá certo, então se for pra brigar que seja devagar, assim sobra tempo pra pensar, pra escolher com carinho as palavras. Discutindo bem devagar sobra espaço pra uma troca de carinhos, um beijo aqui outro ali, um eu te amo aqui e outro lá, o importante é deixar bem claro que ama e que depois da briga irão se amar ainda mais, com mais intensidade, com mais segurança, talvez seja pleonasmo e um pouco redundante mas, depois da tempestade irão se amar com mais amor.




Pedro Bragança

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