sexta-feira, 18 de julho de 2014

Saudade

Parece que o frio chegou. Mas que hora indesejável, chegou junto com a saudade, assim fica difícil senhor frio, acaba de congelar minha alma e com isso me dói desde as pontas dos dedos do pé até o ultimo fio de cabelo.
Se é pra congelar, porque não congela o tempo, mas espera eu matar a saudade, deixa pra congelar o tempo quando eu estiver do lado dela, não sei se vou suportar o frio assim tão longe, muito menos suportar a saudade assim tão frio.
Que frio devastador, me destrói por dentro enquanto me esquivo das boas lembranças, se eu não me esquivar elas me acertam em cheio, seria uma batida fatal e eu não suportaria de tanta saudade. Saudade daquele sofá, daquela cama, daquele último filme, dos sorrisos, da última briga, que droga, saudade até dos defeitos. Nunca vi, ou melhor nunca vivi um amor tão defeituoso, e ao mesmo tempo tão maravilhoso. Ela me aprisionou, me viciou, me fez aprender a viver com ela, só com ela, coitado de mim, eu virei dependente, tanto dela quanto daquele sorriso, daquele cheiro, daquele carinho.
Aqui nesse frio sinto-me em uma crise de abstinência, sou dependente daquele amor e não existe reabilitação pra esse vicio, se existisse eu recusaria. Quando fico sem esse amor começo a tremer, não sei se é saudade ou é meu corpo reclamando do frio, às vezes um calafrio percorre a espinha, e termina nas extremidades dos braços, não sei se é o vento frio chegando ou se é a falta daquele carinho, daquele amor.
Quanto tempo vou sobreviver nesse frio? Eu sei que será mais tempo do que sobreviverei com essa saudade. O frio eu posso burlar com uma fogueira, ou esfregando bem as mãos. Mas essa saudade só cessará com aquele abraço apertado, ou aquele beijo que só ela tem.
Vontade de sair correndo, preciso fazer uma corrida de seis quilômetros até a casa dela, assim eu esquentaria o corpo desse frio e aqueceria também meu coração, acabando momentaneamente com essa saudade.



Pedro Bragança

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