segunda-feira, 7 de julho de 2014

Legitima defesa do amor

- Eu agi em legítima defesa do amor.
Sempre fui completo em meus sentimentos, o que significa que nunca amei pela metade, mais do que isso, eu nunca amei mais de uma pessoa ao mesmo tempo, pra ser sincero não me recordo de ter amado outra pessoa, mas se amei, optei pela segunda por ter a convicção de que quando se ama alguém verdadeiramente não pode existir espaço pra dúvida.
Desilusões amorosas, quem nunca? Quem falar que nunca se iludiu está mentindo, tanto é que algumas pessoas vivem iludidas a vida inteira, sem nunca encontrar um amor para chamar de seu, apenas acha que estão amando, quando na verdade sentem um carinho, amizade, apreço ou, nas piores situações, compaixão, dó. Aproveitando essa deixa quero fazer um apelo, mais paixão e menos compaixão, por favor.
Quando somos iludidos por alguém, ou na maioria das vezes, por nós mesmos, acabamos deixando aflorar nosso lado egoísta, começamos a pensar apenas em nós, e como conseqüência iludimos outra pessoa. Tentamos de toda forma ser feliz, e nos esquecemos de esforçar para fazer outra pessoa feliz, eis uma forma de amar de verdade, fazer outra pessoa feliz e ser feliz com isso. Mas nos esquecemos disso, aproveitamos de uma pessoa que sinta pela gente algo sincero, pegamos essa pessoa de bode expiratório, iludimos e mascaramos essa desilusão dizendo ser uma forma de esquecer aquele amor que não se entregou por inteiro pra gente. Mas e essa pessoa que estamos iludindo? Ela que iluda outra pessoa? Onde vamos parar assim?
Eu respondo. Iremos parar exatamente onde estamos, em um mundo de ilusões e desilusões amorosas, onde as pessoas iludem umas as outras, matando o sentimento uns dos outros inclusive o próprio, se tornando frio, afirmando agir em legítima defesa do amor.
Se você ama e é amado aproveite, dê valor. Pois, em terra de desilusões amorosas, quem tem um amor sincero é rei.




Pedro Bragança

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