terça-feira, 22 de julho de 2014

Desafeto

Nossas almas podem ser representadas com duas retas paralelas. Essas retas eu carinhosamente apelido de destino, com um pouco de lógica chegamos à conclusão de que essas retas nunca irão se tocar, e que nossas almas nunca se encontrariam, seguiriam eternamente sem se entrelaçarem nunca.
Mas quem disse que o amor é lógico? Talvez o destino seja matematicamente exato, o fruto fiel das nossas atitudes, escolhas e do nosso esforço, mas o amor não. 
O amor não é exato, não é reto, muito menos previsível ou calculável.
O amor é tão instável quanto uma linha de um eletrocardiograma, pode oscilar ou se esticar em um sonoro e contínuo Bip. Devido a essas ondulações provocadas pelo amor em nossa linha reta do destino, nossas almas têm se encontrado várias vezes. E a cada encontro elas parecem se entrelaçar mais e mais é como se a certa altura se confundissem, como se o amor mesclasse nossas almas com tamanha intensidade que sua separação arrancasse de mim a própria vontade de sorrir, e me deixasse vazio, sem vida.
Nossas brigas e nossos desafetos um dia não passarão de lembranças e casos para contarmos anoite antes de dormir, vamos rir bastante, rir até sair lagrimas, no fim veremos que nossos desafetos sempre derramarão lagrimas, hoje de tristeza, medo de perder e medo de não ser pra sempre, no futuro serão as lagrimas de alegria, a barriga vai doer de rir de nós mesmos e do quanto pequenos problemas nos afetavam tanto.É que quando o amor é demais qualquer desentendimento se torna grande, é multiplicado pela insegurança, pelo ciúmes, e pelo amor também, que mesmo não sendo exato pode multiplicar qualquer outro sentimento ou percepção. 
Só quero que não se esqueça de rir bastante comigo dessas coisinhas pequenas que nos causam tanta dor de cabeça e que nos deixam tão inseguros, porque num futuro nem tão distante, como eu disse, esses desafetos serão apenas lembranças, nem boas, nem más, apenas lembranças. 





Pedro Bragança

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