quinta-feira, 26 de junho de 2014

Queria ser poeta

Ela merece uma poesia, mas não dessas forçadas, merece uma espontânea, natural, igualzinho ela é. Merece uma poesia que a acaricie o pescoço enquanto a beija, digo enquanto ela a lê. Merece sim, uma poesia com cheiro porque não? Um aroma de mesa de café da manhã enriquecido com a leveza e delicadeza do perfume que ela tem. Ela merece mesmo uma poesia, pois é pessoa que eu inevitavelmente pensei ao escrever esta ultima frase.
Gostaria muito de escrever pra ela, eu seria o seu escritor e ela minha leitora, não é muita coisa mas seria minha e eu dela e de certa forma estaríamos ligados e dependentes um do outro. Eu precisando dela pra ler minhas poesias e ela precisando de mim pra saciar sua fome de leitura. Mas tenho medo de decepcionar, medo de tirar dela esse gosto pela literatura, acontece que ela é uma baita de uma inspiração, mas também é uma enorme distração. Me pego distraído pensando nela e nos momentos que ainda não vivemos, mas vamos viver, ah se vamos! Tenho certeza disso, tanta convicção quanto vontade, vontade que me move, que a comove, que nos envolve, assim como também nos envolve esse último verbo.
Ainda acho que ela merece uma poesia, mas eu não sou poeta, e se eu não serei o autor dessa tal poesia prefiro que ninguém seja, sou possessivo e ciumento. Que inveja dos poetas que escrevem de forma tão intensa sobre sentimentos, principalmente sobre o amor, me alegraria muito se um dia escrevesse sobre meu amor como os poetas escrevem, da mesma forma os poetas gostariam muito de amar como eu amo. Tenho certeza.
Ela merece uma poesia, daquelas de arrepiar os pêlos do braço, daquelas que a faça se sentir amada, merece uma poesia para ler pausadamente ou ritmicamente, pois assim poderia deixar escapar sorrisos ou só risos e até mesmo suspiros entre uma estrofe e outra. Ah como eu gostaria de aprender a escrever poesias, quero porque quero me tornar um poeta, amar eu já sei, meio caminho andado, inspiração também já tenho, parece que a única coisa que me falta é mesmo coragem pra vencer a insegurança e o medo dela não ler. Queria ser poeta. Queria surpreender.




Pedro Bragança

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