terça-feira, 10 de junho de 2014

Apresentação


Boa noite, 
Parece que nosso horário de encontro vai ser sempre esse, à noite.
Escritos no vento, o nome não foi nada premeditado, eu poderia agora inventar que as palavras aqui escritas são as mesmas sopradas pelo vento, que os textos aqui escritos serão para os olhos como uma brisa calma e mansa que massageia a face, ou quem sabe dizer que a força da revolta aqui registrada se assemelha aos ventos de uma tempestade tropical que arrastam consigo tudo que vê pela frente.
Mas não, não posso mentir, afinal preciso que acreditem em tudo que eu escrevo, porque é preciso confiança entre o autor e o leitor, assim como não pode haver distancia entre o que eu escrevo aqui e o que eu faço na vida real, quanto a isso não precisa ter medo, sou cópia fiel dos pensamentos que aqui registro. Talvez eu escreva com mais intensidade, ou talvez eu seja mais brando com meus sentimentos, isso são detalhes, que não podem tirar o gosto da leitura.
Voltando ao porque do nome, a verdade é que não encontrei disponível o nome que eu queria para o Blog, eu queria colocar o nome “Papel, caneta e coração”, mas alguém por aí já teve a honra de escolher esse nome, fiquei frustrado, entretanto feliz por saber que existe por aí pessoas que se dediquem a escrita com a mesma emoção.
Um dia tive um plano genial, coisa de louco, eu resolvi ser escritor. Mas eu não queria escrever romances ou poesias, queria escrever crônicas, queria deixar minha opinião em jornais e revistas sobre os mais variados assuntos cotidianos, não sabia por onde começar, resolvi começar lendo. Li de tudo um pouco, desde os mais ilustres personagens da nossa literatura até o menos reconhecido escritor. Tornei-me escritor. Tudo bem, um escritor até um político vira, com exceção do intangível Tiririca, agora, um bom escritor eu ainda chego lá. Com essa ideia na cabeça eu escrevi 365 crônicas.
Bom, sempre sonhei em escrever para um jornal famoso, ver minhas crônicas sendo lidas e comentadas em diversas partes do país, seria maravilhoso, e eu ainda não desisti disso, daí o motivo de 365 textos, caso eu conseguisse um contrato com algum jornal teria um estoque literário para não decepcionar os queridos leitores, poderia fornecer do meu incrível arsenal cultural uma crônica por dia, durante um ano, ou se fosse publicar uma crônica por semana teria um estoque para sete anos e se fosse mensal trinta anos.
Tudo bem que se fosse um contrato de trinta anos minhas crônicas ficariam arcaicas diante dos avanços tecnológicos, dos carros voadores, da água artificial, da vida em marte e da lua toda loteada por burgueses norte americanos, eu teria que adaptar meus textos, mas tudo bem.
Essa pequena apresentação será considerada minha crônica de número 1, agora tenho 364 para publicar aqui nesse humilde blog. Abraços.

Pedro Bragança


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